Casa com Vista para o Tejo
Está em sintonia cromática com o Centro Cultural de Belém - que se encontra a dois minutos de distância - e tem um volume, à escala residencial, também muito significativo.
Sexta, 8 de Junho de 2012 às 9:49
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Falamos do empreendimento Belém Riverside, edificado num terreno que durante mais de uma década teve apenas armazéns vazios e abandonados. Promovido pela Arena Construções Imobiliárias, o empreendimento abrange nove edifícios nos quais se distribuem mais de uma centena de apartamentos.
"O Belém Riverside é constituído por nove blocos habitacionais com 102 apartamentos e quatro lojas. Tem a sua localização em Belém, junto ao rio e tira partido e proveito de toda esta zona com grande potencial de valorização", resume Nuno Órfão Ramos, diretor comercial da Arena.
Com uma envolvente de peso, o empreendimento beneficia de vistas abertas para diversos pontos referenciais da zona de Belém, onde se insere. O rio desde logo, sempre muito presente. O Padrão dos Descobrimentos, a Torre de Belém, a Fundação Champalimaud, logo em frente. Dependendo do posicionamento, a vista, em diversos apartamentos, alcança até ao Cristo-Rei, na além margem. "A generalidade dos apartamentos tem uma vista fantástica. E os terraços e varandas permitem essa mesma vivência", diz Nuno Órfão Ramos, lembrando que o empreendimento oferece ainda "uma grande diversidade nas tipologias, que variam entre o T1 e o T5+1 duplex".
Todos os apartamentos têm varandas espaçosas ou terraços privativos, com áreas que chegam até aos 90 m2. Entre dois edifícios, numa área comum a todos os moradores, foi instalada uma piscina.
Desenhado pela Graphos-Arquitectos Associados, o Belém Riverside, dada a sua dimensão, teve alguns condicionalismos na sua implantação. "Este projeto é um pouco sui generis: em primeiro lugar pela dimensão do terreno onde foi implantado, já que este é um terreno com mais de 6000 m2, na frente ribeirinha de Lisboa, o que é algo de invulgar. Tem 150 metros de desenvolvimento ao longo da Avenida da Índia, com todas as condicionantes da envolvente e do património histórico que aqui está", descreve o arquiteto Fernando Castello-Branco, da Graphos.
Uma localização que foi determinante para o desenho do projeto. "A liberdade arquitetónica foi total em termos de fachadas. Porém, em termos de morfologia, teve de obedecer a uma determinada implantação, fruto de alguns condicionalismos do PDM de Lisboa, que a meu ver introduziu bem um sistema de vistas para que estes edifícios não obstruíssem a panorâmica de quem já está numa cota superior, no Restelo ou na Doca de Pedrouços. Assim, a construção foi feita de forma perpendicular ao Tejo e não paralelamente, de forma a não se criar uma parede visual", explica o arquiteto.
Da perspetiva de quem ali habita, foi possível garantir a todos os moradores uma vista privilegiada. "A generalidade dos andares tem um belo pedaço de vista. Por isso, toda a frente sul poente e nascente do empreendimento foi desenhada com grandes panos envidraçados até ao chão", diz Fernando Castello-Branco.
A pedra lioz da fachada - "parecida com a do Centro Cultural de Belém, a escassos 400 ou 500 metros" - foi a escolhida para garantir uma "leitura de frente de rio com equilíbrio".
Nos acabamentos, o arquiteto destaca o chão em madeira, os pavimentos em pedra, o mármore nas entradas e zonas comuns, as cozinhas equipadas, os roupeiros em diversas divisões das casas, os tetos falsos com iluminação embutida e a caixilharia com vidro duplo de corte térmico para assegurar o isolamento térmico e acústico aos apartamentos.
No piso térreo, a empresa promotora instalou quatro lojas com áreas médias na ordem dos 300 m2.
Com as áreas dos apartamentos a variar entre os 60 e os 270 m2, o Belém Riverside oferece preços a variar entre os 194 mil euros até um milhão e 260 mil euros.